Como os humanos impediram que as abóboras sumissem após a extinção dos gigantes da Era do Gelo?

Como os humanos impediram que as abóboras sumissem após a extinção dos gigantes da Era do Gelo?

As abóboras quase foram extintas após a Era do Gelo e só sobreviveram graças à intervenção humana.

Com o fim da Era do Gelo, os grandes mamíferos que espalhavam as sementes das abóboras selvagens desapareceram. Sem esses animais, as plantas começaram a sumir, até que os humanos passaram a cultivá-las e selecioná-las para o consumo.
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As abóboras selvagens do gênero Cucurbita eram originalmente pequenas, extremamente amargas e continham altos níveis de cucurbitacina, uma toxina de defesa. Apenas a megafauna do Pleistoceno, como os mamutes e as preguiças-gigantes, conseguia consumir esses frutos sem sofrer efeitos colaterais graves. Esses animais eram essenciais para a dispersão, pois as sementes passavam intactas por seus tratos digestivos e eram depositadas em novos locais.Um estudo publicado na revista PNAS em 2015, liderado pelo antropólogo Logan Kistler, revelou que o declínio dessas plantas coincidiu com a extinção da megafauna há cerca de 10.000 anos. Sem os grandes herbívoros para transportar as sementes, as populações de abóboras selvagens tornaram-se fragmentadas e começaram a desaparecer de seus habitats naturais na América do Norte e Central.A salvação da espécie veio através da domesticação humana iniciada há aproximadamente 9.000 anos. Grupos de caçadores-coletores começaram a selecionar variedades com mutações genéticas que reduziam o amargor e a toxicidade. Esse processo de seleção artificial transformou uma planta quase extinta em um dos pilares da agricultura global, resultando nas centenas de variedades de abóboras e morangas que consumimos hoje.
Fato verificado FP-0007705 · Feb 20, 2026

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