Como os peixes-bois encontram comida em águas turvas sem depender dos olhos ou do nariz?

Como os peixes-bois encontram comida em águas turvas sem depender dos olhos ou do nariz?

Peixes-bois usam pelos sensoriais para 'enxergar' o ambiente através do tato.

Esses animais possuem milhares de pelos táteis chamados vibrissas espalhados pelo corpo e focinho. Eles funcionam como sensores de alta precisão que detectam vibrações, correntes e texturas na água. Isso permite que localizem comida e naveguem com perfeição, mesmo em águas escuras onde a visão é inútil.
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Diferente da maioria dos mamíferos, que possuem vibrissas apenas no rosto, o peixe-boi (Trichechus manatus) apresenta cerca de 3.000 desses pelos sensoriais distribuídos por todo o corpo. Pesquisas lideradas pelo Dr. Gordon Bauer, do New College of Florida, e pela Dra. Diana Reiss demonstram que cada um desses pelos é conectado a um complexo de nervos dedicado no cérebro. Essa rede sensorial é tão refinada que permite ao animal detectar mudanças mínimas na pressão da água e na velocidade das correntes. Estudos publicados na revista 'Marine Mammal Science' indicam que o sistema tátil do peixe-boi é comparável à linha lateral dos peixes, permitindo um mapeamento tridimensional do ambiente. Como os peixes-bois consomem cerca de 10% de seu peso corporal em vegetação diariamente, essa adaptação é vital. Em habitats com visibilidade inferior a 30 centímetros, como os manguezais da Flórida ou rios amazônicos, as vibrissas garantem que o animal identifique plantas específicas e evite obstáculos. Além disso, o lobo frontal do cérebro desses mamíferos possui áreas ampliadas para processar estímulos somatossensoriais. Isso prova que o tato é o sentido primário para a sobrevivência da espécie, superando a visão e a audição em termos de utilidade prática no dia a dia subaquático.
Fato verificado FP-0008038 · Feb 20, 2026

- Biologia Animal -

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