Uma rã pode sobreviver após ficar completamente congelada?

Uma rã pode sobreviver após ficar completamente congelada?

A rã-da-floresta sobrevive ao inverno congelando quase dois terços do próprio corpo.

Nativa da América do Norte, esta rã consegue congelar até 65% da água de seu corpo sem morrer. Seu fígado produz grandes quantidades de glicose que atuam como um anticongelante natural, protegendo as células enquanto o coração e a respiração param completamente. Na primavera, ela simplesmente descongela e volta à vida em poucas horas.
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A rã-da-floresta (Lithobates sylvaticus) possui uma das adaptações biológicas mais extremas da natureza. Durante o inverno no Alasca e no Canadá, as temperaturas podem cair para -18°C, o que normalmente destruiria as células de qualquer animal. O processo de congelamento começa assim que o gelo toca a pele da rã, enviando um sinal imediato ao fígado para converter o glicogênio armazenado em glicose.Essa inundação de açúcar atua como um crioprotetor, impedindo que a água dentro das células se transforme em cristais de gelo afiados que romperiam as membranas celulares. Enquanto o gelo se forma nos espaços extracelulares, o interior das células permanece líquido, mas em um estado altamente concentrado. O coração da rã para de bater e ela deixa de respirar, entrando em um estado de animação suspensa que pode durar meses.Estudos realizados pela Universidade de Carleton, liderados pelo Dr. Kenneth Storey, revelaram que essas rãs podem suportar múltiplos ciclos de congelamento e descongelamento durante uma única estação. Além da glicose, a acumulação de ureia no sangue também desempenha um papel crucial na proteção dos tecidos contra a desidratação extrema. Quando o ar aquece na primavera, o gelo derrete de dentro para fora, e o coração retoma os batimentos espontaneamente.Esta capacidade extraordinária é de grande interesse para a medicina moderna, especialmente na área de transplantes de órgãos. Atualmente, órgãos humanos podem ser preservados por apenas algumas horas fora do corpo. Pesquisadores estudam os genes da rã-da-floresta para tentar desenvolver técnicas de criopreservação que permitam armazenar órgãos por dias ou semanas, o que revolucionaria as filas de espera para transplantes em todo o mundo.
Fato verificado FP-0008865 · Feb 20, 2026

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