Como os Vikings navegavam sem uma bússola magnética?
Os vikings usavam 'pedras do sol' para navegar pelo Atlântico Norte mesmo sob névoa densa.
Antes da bússola magnética, os navegadores nórdicos utilizavam cristais chamados 'sólstein'. Essas pedras detectavam a polarização da luz solar através das nuvens, permitindo localizar o sol com precisão em dias nublados. Essa tecnologia foi essencial para que os vikings alcançassem a Groenlândia e a América do Norte com segurança.
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A existência das pedras do sol foi mencionada pela primeira vez em sagas nórdicas medievais, como a Saga de Santo Olavo, mas foi tratada como lenda por séculos. Em 2011, pesquisadores da Universidade de Rennes, na França, confirmaram que o espato da Islândia, uma variedade de calcita, funciona como um filtro polarizador natural. Esse cristal divide a luz solar em dois feixes distintos através de um fenômeno físico chamado birrefringência.Ao girar o cristal diante dos olhos, o navegador observa a intensidade das duas imagens geradas. Quando os dois feixes atingem o mesmo brilho, o cristal aponta diretamente para a posição do sol, mesmo que ele esteja escondido por nuvens ou abaixo do horizonte. Testes realizados por cientistas húngaros em 2014 demonstraram que essa técnica possui uma margem de erro de apenas um grau, o que é impressionante para a época.A eficácia do método foi comprovada após a descoberta de um cristal de calcita em um naufrágio elisabetano de 1592, próximo às Ilhas do Canal. Embora o navio fosse posterior à Era Viking, a presença do cristal junto a instrumentos de navegação sugere que a técnica foi utilizada por gerações. Esse recurso óptico explica como os vikings conseguiram realizar travessias oceânicas de milhares de quilômetros sem se perderem no mar aberto.
Fato verificado
FP-0010139 · Feb 22, 2026