Como os tubarões conseguem flutuar sem afundar?

Como os tubarões conseguem flutuar sem afundar?

O fígado dos tubarões é gigante e cheio de óleo, funcionando como uma boia natural para mantê-los flutuando.

Diferente de outros peixes, os tubarões não têm bexiga natatória. Eles usam um fígado imenso, que chega a ocupar 30% do corpo, cheio de um óleo leve chamado esqualeno. Esse óleo reduz a densidade do animal, permitindo que ele flutue sem esforço e economize energia durante a natação.
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Os tubarões pertencem à classe Chondrichthyes, caracterizada por esqueletos de cartilagem, que é mais leve que o osso. No entanto, a ausência de uma bexiga natatória — um órgão cheio de gás comum em peixes ósseos — exige uma adaptação hidrostática única. O fígado desses predadores é o principal responsável por essa função, sendo preenchido com esqualeno, um composto orgânico com densidade de 0,855 g/cm³, significativamente menor que a da água salgada.Pesquisas publicadas em periódicos como o Journal of Experimental Biology indicam que o fígado pode representar entre 25% e 30% do peso total do animal. Em espécies de águas profundas, como o tubarão-baleia ou o tubarão-frade, essa proporção é vital para a sobrevivência em diferentes pressões oceânicas. O esqualeno não apenas auxilia na flutuabilidade, mas também atua como uma bateria metabólica, fornecendo energia durante migrações que podem ultrapassar 20.000 quilômetros.A evolução dessa característica remonta a centenas de milhões de anos, permitindo que os tubarões ocupem nichos ecológicos variados, desde recifes rasos até as profundezas abissais. Sem esse fígado oleoso, os tubarões teriam que nadar constantemente em alta velocidade para gerar sustentação dinâmica, o que consumiria calorias de forma insustentável. Essa eficiência energética é um dos motivos pelos quais esses animais permanecem como predadores de topo nos oceanos globais.
Fato verificado FP-0008117 · Feb 20, 2026

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