Como o aprendizado de novas informações afeta o crescimento das células cerebrais?

Como o aprendizado de novas informações afeta o crescimento das células cerebrais?

Aprender algo novo estimula o cérebro a produzir novos neurônios para armazenar memórias.

Antigamente acreditava-se que nascemos com um número fixo de neurônios que apenas morriam com o tempo. Hoje sabemos que o cérebro adulto realiza a neurogênese, criando novas células no hipocampo sempre que adquirimos conhecimentos ou habilidades. Esse processo funciona como um upgrade constante na sua capacidade mental.
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Durante décadas o dogma da neurociência afirmava que o cérebro adulto era incapaz de gerar novos neurônios. Essa percepção mudou drasticamente em 1998 quando pesquisadores liderados por Peter Eriksson e Fred Gage publicaram um estudo na revista Nature Medicine. Eles comprovaram que o hipocampo humano, uma região vital para a memória e o aprendizado, produz novas células nervosas ao longo de toda a vida.O processo é conhecido como neurogênese adulta e começa com células-tronco neurais que se dividem e se transformam em neurônios funcionais. Quando você se dedica a uma atividade intelectual desafiadora, como aprender um novo idioma ou tocar um instrumento, essas novas células são recrutadas para formar circuitos de memória. Sem o estímulo do aprendizado, muitas dessas células recém-formadas acabam morrendo em poucos dias.Estudos da Universidade de Princeton, conduzidos pela Dra. Elizabeth Gould, também demonstraram que o ambiente e o comportamento influenciam diretamente essa produção. Exercícios aeróbicos aumentam o fluxo sanguíneo e a liberação de proteínas como o BDNF, que funciona como um fertilizante para o crescimento neuronal. Por outro lado, altos níveis de cortisol causados pelo estresse crônico podem reduzir severamente a taxa de neurogênese.A integração desses novos neurônios nos circuitos existentes aumenta a plasticidade sináptica e a capacidade de processamento de informações. Isso significa que o cérebro não é uma estrutura estática, mas um órgão dinâmico que se remodela fisicamente para se adaptar a novos desafios. Essa descoberta revolucionou o tratamento de doenças neurodegenerativas e mudou a forma como entendemos o envelhecimento cognitivo.
Fato verificado FP-0008073 · Feb 20, 2026

- Neurociência -

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