Como a radiação ajuda os detectores de fumaça a identificar incêndios?
Detectores de fumaça modernos usam o elemento radioativo Amerício-241 para salvar vidas.
Os detectores por ionização utilizam uma pequena quantidade de Amerício-241 para criar uma corrente elétrica no ar. Quando a fumaça entra no aparelho e interrompe esse fluxo, o alarme dispara. Apesar de ser radioativo, o material é seguro, pois sua radiação é bloqueada pela própria carcaça do dispositivo.
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O Amerício-241 (Am-241) foi descoberto em 1944 por Glenn Seaborg e sua equipe na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Ele é um elemento transurânico sintético produzido em reatores nucleares através do bombardeio de Plutônio-239 com nêutrons. Em um detector de fumaça padrão, utiliza-se cerca de 0,29 microgramas de dióxido de amerício, o que equivale a aproximadamente 37 quilobecquerels de atividade radioativa.O funcionamento baseia-se na emissão de partículas alfa, que são núcleos de hélio altamente energéticos. Essas partículas colidem com as moléculas de oxigênio e nitrogênio do ar dentro de uma câmara de ionização, removendo elétrons e criando íons. Esse processo gera uma corrente elétrica constante e mensurável entre dois eletrodos internos.Quando partículas de fumaça entram na câmara, elas se ligam aos íons e neutralizam a carga elétrica, reduzindo drasticamente a condutividade do ar. O circuito eletrônico detecta essa queda na corrente e aciona o alerta sonoro. Como as partículas alfa têm um alcance de apenas alguns centímetros no ar e não conseguem penetrar a pele humana ou o plástico do aparelho, o uso doméstico é considerado extremamente seguro pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Fato verificado
FP-0008475 · Feb 20, 2026