Como os órgãos são transportados para transplante?
Caixas térmicas comuns de plástico ainda são o padrão ouro para o transporte de órgãos em transplantes.
Apesar dos avanços médicos, órgãos como corações e rins viajam em caixas térmicas simples de marcas populares. Elas são leves, isolam o calor perfeitamente e são fáceis de esterilizar. O órgão é colocado em sacos estéreis com gelo e solução conservante para manter a temperatura em 4 °C, o que preserva as células sem congelar os tecidos.
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O uso de caixas térmicas comerciais para transplantes é uma prática consolidada desde o início da era moderna das cirurgias de substituição de órgãos na década de 1960. Instituições renomadas como a Organização Brasileira de Transplantes e a UNOS nos Estados Unidos confirmam que a simplicidade desses recipientes é sua maior vantagem. As caixas de polietileno de alta densidade oferecem uma durabilidade que suporta o transporte em helicópteros e ambulâncias sem risco de quebra.O processo técnico envolve o resfriamento por isquemia fria, onde o metabolismo do órgão é reduzido drasticamente para evitar a morte celular. O gelo comum mantém a temperatura interna estável em torno de 4 °C por até 12 ou 24 horas, dependendo do órgão. Embora existam máquinas de perfusão hipotérmica que custam mais de 50.000 dólares, elas são volumosas e exigem fontes de energia constantes, o que as torna menos práticas que a caixa de 50 dólares.Estudos publicados no Journal of Heart and Lung Transplantation indicam que a taxa de sucesso imediato não apresenta diferenças estatisticamente significativas entre o transporte em caixas térmicas e em máquinas complexas para a maioria dos casos. A facilidade de higienização com soluções hospitalares garante que o ambiente externo do órgão permaneça livre de contaminantes. Assim, a engenharia pragmática prioriza a confiabilidade e a leveza desses recipientes populares em milhares de procedimentos anuais.
Fato verificado
FP-0009011 · Feb 20, 2026