Por que os povos antigos mascavam seiva de árvore como se fosse chiclete?
O chiclete original era feito de seiva de árvore e resinas naturais.
Antes das gomas industriais, as pessoas mascavam resinas extraídas diretamente de árvores. Arqueólogos encontraram restos de alcatrão de bétula com 5.000 anos na Finlândia, provando que o hábito é milenar. Além de ser um passatempo, a resina ajudava a limpar os dentes e refrescar o hálito muito antes da invenção dos produtos modernos.
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A história da goma de mascar remonta ao período Neolítico, com evidências físicas concretas descobertas por pesquisadores. Em 2007, um estudante de arqueologia britânico encontrou um pedaço de alcatrão de bétula de 5.000 anos em Kierikki, na Finlândia, que continha marcas de dentes humanos claros. O alcatrão de bétula possui propriedades antissépticas naturais devido aos fenóis, o que ajudava a tratar infecções na gengiva no período pré-histórico.Na América Central, os Maias e Astecas utilizavam o 'chicle', um látex natural extraído da árvore Manilkara zapota, conhecida como sapotizeiro. Eles faziam incisões em zigue-zague no tronco para coletar a substância resinosa, que era fervida até atingir uma consistência espessa. Os astecas tinham regras sociais rígidas sobre o uso do chicle, permitindo que apenas crianças e mulheres solteiras o mascassem em público, enquanto homens casados deviam fazê-lo em segredo.A modernização ocorreu por volta de 1869, quando o ex-presidente mexicano Antonio López de Santa Anna levou o chicle para os Estados Unidos. Ele esperava usar o material como substituto da borracha para pneus, mas o projeto falhou. O inventor Thomas Adams acabou comprando o estoque e adicionou açúcar e sabores à resina, criando a Adams New York Chewing Gum em 1871. Essa transição marcou o fim das resinas puras e o início da indústria global de chicletes que conhecemos hoje.
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FP-0008077 · Feb 20, 2026