Por que nossas pupilas aumentam quando estamos com medo?
A adrenalina dilata suas pupilas instantaneamente para captar o máximo de luz possível.
Em situações de perigo, o corpo libera adrenalina, fazendo as pupilas se expandirem. Isso aumenta a entrada de luz na retina e melhora a percepção de detalhes e movimentos. Essa reação instintiva prioriza o foco na ameaça, embora possa causar uma leve perda da visão periférica, conhecida como visão de túnel.
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A dilatação das pupilas em resposta ao estresse é um processo fisiológico conhecido como midríase. Esse fenômeno é controlado pelo sistema nervoso simpático, que ativa o músculo dilatador da íris assim que a adrenalina é liberada pelas glândulas suprarrenais. Estudos da American Academy of Ophthalmology indicam que essa reação ocorre em milissegundos para otimizar a coleta de dados visuais durante a resposta de 'luta ou fuga'.Historicamente, essa adaptação foi essencial para a sobrevivência humana. Ao permitir que mais fótons atinjam os fotorreceptores da retina, o cérebro consegue processar imagens com maior clareza, mesmo em condições de baixa luminosidade. Pesquisas publicadas no Journal of Neuroscience explicam que, embora a acuidade central aumente, o cérebro filtra informações irrelevantes, o que explica a sensação de foco extremo em um único ponto.Além da luz, a dilatação pupilar é um indicador confiável de carga cognitiva e excitação emocional. Experimentos realizados na Universidade de Princeton por Daniel Kahneman demonstraram que o diâmetro da pupila varia conforme a intensidade do esforço mental. Portanto, a midríase não é apenas uma resposta física à luz, mas uma ferramenta biológica complexa que prepara o organismo para tomar decisões críticas sob pressão extrema.
Fato verificado
FP-0007803 · Feb 20, 2026