É possível pegar uma pessoa 'emprestada' em uma biblioteca?

É possível pegar uma pessoa 'emprestada' em uma biblioteca?

Na Biblioteca Humana, você pode 'pegar emprestada' uma pessoa real para ouvir sua história e desafiar seus preconceitos.

Criada na Dinamarca em 2000, essa iniciativa usa 'livros vivos' para combater estereótipos. Voluntários de diversos grupos sociais compartilham suas trajetórias em conversas diretas, permitindo que os leitores vejam o ser humano por trás dos rótulos.
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A Biblioteca Humana (Menneskebiblioteket) foi fundada em Copenhagen, Dinamarca, durante o Festival de Roskilde no ano de 2000. O projeto foi idealizado por Ronni Abergel e seus colegas da ONG dinamarquesa 'Stop the Violence', após um amigo comum ser esfaqueado em um incidente violento. O objetivo era criar uma plataforma de diálogo para reduzir a intolerância e promover a coesão social através de conversas individuais.Os 'livros' são voluntários que pertencem a grupos frequentemente estigmatizados, como refugiados, pessoas com deficiências, ex-presidiários ou membros da comunidade LGBTQIA+. Durante as sessões, que duram cerca de 30 minutos, o 'leitor' pode fazer perguntas difíceis que normalmente seriam consideradas tabus. Essa metodologia baseia-se na 'Hipótese do Contato' da psicologia social, que sugere que o contato interpessoal direto reduz o preconceito entre grupos diferentes.Atualmente, a organização opera em mais de 80 países e colabora com grandes empresas globais para treinamentos de diversidade e inclusão. Estudos indicam que o engajamento emocional nessas conversas é mais eficaz para mudar atitudes do que palestras passivas ou vídeos educativos. A Biblioteca Humana continua a expandir seu alcance, mantendo parcerias com instituições acadêmicas e bibliotecas públicas ao redor do mundo para fomentar a empatia global.
Fato verificado FP-0009581 · Feb 22, 2026

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