A gravidade pode mudar a velocidade com que o tempo passa?
A gravidade altera o tempo: quem vive no topo de uma montanha envelhece mais rápido do que quem mora ao nível do mar.
Esse fenômeno é chamado de dilatação temporal gravitacional. Segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, a gravidade curva o espaço-tempo e faz o tempo passar mais devagar em campos gravitacionais fortes. Como a gravidade é ligeiramente mais fraca em altitudes elevadas, o tempo corre mais rápido lá em cima. Embora a diferença seja de apenas alguns microssegundos ao longo de décadas, ela é real e comprovada por relógios atômicos ultraprecisos.
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A Teoria da Relatividade Geral, publicada por Albert Einstein em 1915, revolucionou nossa compreensão do tempo ao demonstrar que ele não é absoluto. Einstein propôs que objetos massivos, como a Terra, deformam o tecido do espaço-tempo ao seu redor. Essa curvatura afeta não apenas a trajetória de objetos, mas também o ritmo com que o tempo flui.Em 1959, os físicos Robert Pound e Glen Rebka realizaram um experimento histórico na Universidade de Harvard para testar essa teoria. Eles mediram a mudança na frequência da luz enquanto ela se movia entre o topo e a base de uma torre. Os resultados confirmaram com precisão que o tempo passa mais devagar quanto mais próximo se está de uma fonte de gravidade.A precisão moderna desse fenômeno foi demonstrada em 2010 por pesquisadores do National Institute of Standards and Technology (NIST). Usando relógios atômicos de alumínio, eles detectaram diferenças na passagem do tempo em uma escala de apenas 33 centímetros de altura. Isso prova que até mesmo subir alguns degraus de uma escada altera, ainda que de forma infinitesimal, o seu envelhecimento.Essa ciência é fundamental para o funcionamento do Sistema de Posicionamento Global (GPS). Os satélites orbitam a cerca de 20.000 quilômetros de altitude, onde a gravidade é muito mais fraca. Devido a isso, seus relógios adiantam aproximadamente 45 microssegundos por dia em relação aos relógios na Terra. Sem as correções matemáticas baseadas nas equações de Einstein, os erros de localização acumulariam cerca de 10 quilômetros por dia.
Fato verificado
FP-0002784 · Feb 17, 2026